Ilha dos Pescadores em Ubatuba une sabor, beleza e resistência à pesca artesanal

Dezenas de tipos de pescados (peixes, crustáceos e molucos), barracas de frutas, verduras e legumes, além de artesanatos indígenas, são atração no Mercado Municipal de Peixes

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A Colônia de Pescadores “Ministro Fernando Costa”, fundada em 1939, na Ilha do Pescador em Ubatuba, Litoral Norte de São Paulo, além de representar uma importante resistência à atividade pesqueira artesanal, praticada para a subsistência familiar, é um belíssimo atrativo turístico para quem visita a cidade e gosta da culinária marítima. A atração principal do local é o Mercado de Peixes Municipal, onde o visitante encontra dezenas de tipos de pescados (peixes, crustáceos e molucos), barracas de frutas, verduras e legumes, além de artesanatos indígenas. O local fica ao lado do Casarão do Porto, uma construção de 1846 tombada pelo patrimônio histórico.

De acordo com a geógrafa Larissa Tavares Moreno, “a ilha dos pescadores não é de fato uma ilha”, mas ganhou esta denominação como termo popular por ser um local onde se concentravam famílias que que exerciam a pesca artesanal. É uma faixa cercada pelo mar com dois lados margeados pelo Rio Grande de Ubatuba. “Há cerca de 60 anos, alguns pescadores ali se instalaram devido, principalmente, a perda de suas terras e locais de morada anteriores, com a urbanização e o avanço do Turismo”, explica ela.

A maior parte das peixarias de Ubatuba também está nesta região, por conta da demanda comercial em frutos do mar. A Ilha do Pescador vem, também, a cada dia se transformando em um complexo gastronômico para atender o Turista, com bares, bistrôs, restaurantes, cafés, sorveterias. Ainda, a associação de moradores Colônia dos Pescadores, em 2015, ganhou uma nova sede, localizada na região central da cidade, comprada e reformada com verba de um projeto de compensação ambiental da Petrobras.

Colônia dos Pescadores

De acordo com o Biólogo da Petrobras, Vinicius Vendramini, em 2008 pescadores de diferentes cidades da região não puderam trabalhar por um mês por causa da instalação de dutos.  Por isso, explica ele, a iniciativa de compensar os pescadores com uma nova sede é uma obrigação legal da empresa. “Nesses casos, os projetos de compensação não são opcionais, são obrigatórios”, ressalta ele. A entidade tem cerca de 2,4 mil pescadores associados. Mas, estima-se que haja em torno de 5 mil no Município.

Reprodução do camarão

A secretaria de Agricultura, Pesca e Abastecimento da Prefeitura de Ubatuba informou que terminou em 31 de maio o período de defeso do camarão, iniciado em 1º de março – intervalo são proibidas a pesca e captura do camarão-rosa, camarão-sete-barbas, camarão-branco, santana ou vermelho e barba-ruça e o seu transporte interestadual, estocagem, beneficiamento, industrialização e comercialização. A medida é adotada todos os anos para assegurar a reprodução dos animais e impedir sua extinção.

Com isso, o camarão voltará a ser oferecido no Mercado Municipal de Peixes de Ubatuba a partir do dia 1º de junho. Os preços variam entre R$ 15 e R$ 20 o quilo. Durante o feriadão, o mercado funcionará de sexta e sábado, das 7h às 18h, e domingo das 7 às 14h.

Alguns peixes encontrados

Agulha, Arraias, Badejos, Bagre-Bandeira, Bagre-Cabeçudo, Baiacu-Arara, Betara, Cação-Mangona, Cação–Martelo, Camarão, Cangoá, Cangulo, Caranha, Carapicu, Caratinga, Carapau, Carapeba, Cavalinha, Cernambiquara, Corcoroca, Corvina, Enchova, Enxada, Galhudo, Galo, Garoupa, Goete, Guaivira, Lagosta, Linguado, Lula, Maria-Luíza, Marimbá, Mero, Mexilhão, Michole, Miraguaia, Moréia, Olhete, Ostra, Oveva, Palombeta, Pampo, Parati, Pargo, Peixe-Porco, Peixe-Rei, Pescada-Amarela, Pescada-Branca, Pescada-Cumbucu, Pescada-Olhuda, Pescada-Verdadeira, Prejereba, Robalo, Roncador, Sardinha, Sargo-de-Dente, Savelha, Tarpon, Tortinha, Ubarana, Vermelho, Viola, Voador, Xarelete, Xaré

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